12.9.17

DA MARY PARA A MARY


Esta mensagem é de ti para ti porque ninguém melhor do que tu sabe quem és, o que aconteceu e o que vai acontecendo nessa vida tão louca quanto tu. Estou aqui hoje para te dizer que estou orgulhosa de ti, de ti e das aprendizagens e conquistas feitas até agora, de ti e do caminho que aos poucos foste e vais traçando.

Quero que continues assim, fiel a ti e ao que pensas sem permitires que pares de aprender, porque todos os dias aprendemos alguma coisa. Quero que vivas todos os dias como se o fim de tudo fosse já amanhã - e quem sabe não será. Nunca sabemos o dia de amanhã e é por não sabermos que a vida se torna tão excitante e especial. Continua a lutar pelo que queres e a ter paciência quando as coisas não chegam logo, eu sei que sabes que tudo acontece por uma razão e tudo chega no tempo certo. Não desesperes.
Continua a não deixar que as más energias e a maldade dos outros corroam o teu mundo e a forma como vês as coisas, continua a não deixar as más energias habitar em ti, quando elas vierem manda-as embora. Continua a querer conhecer o mundo e tudo o que ele envolve, vai assim mesmo, com medo, mas com a coragem guardada na mala. Continua a aceitar as derrotas da vida, calmamente, sabes que fazem parte daquilo que és e que um dia serás, continua a cometer erros e a corrigi-los de seguida, faz parte. Continua a contar as tuas histórias a quem as quiser ouvir, continua com esse humor tão característico que te faz ser sempre uma boa companhia para um simples café. Continua a contemplar as coisas mais simples e superficiais da vida, continua com o copo de leite na mão a olhar para o mistério que a noite traz com ela, continua a ir tomar aqueles “cafés” que acabam de madrugada, continua a deixar a tua marca por onde passas. Continua a respeitar-te, a respeitar os teus limites e a fazer de ti a pessoa mais importante da tua vida sempre sem passar por cima de ninguém. Continua a amar com a toda a intensidade, a ti e aos teus. Continua a fazer o que te apetece, a liberdade é a coisa que tu mais aprecias, continua a viver a vida como tens feito até agora. Continua com esse jeito meio louco e estranho que é tão teu, Mary. Continua a ser feliz à tua maneira.

Como disse há pouco, estou orgulhosa de ti, de ti e da forma positiva com que aprendeste a encarar o mundo. Acima de tudo, continua a ser tu, genuinamente tu. Gosto de ti miúda. 

11.9.17

OBJETIVOS PARA O REGRESSO À UNIV.

Este segundo ano tenho propósitos delineados e espero voltar a esta listinha no fim deste ano e pelo menos ter cumprido alguns.

  • Não deixar cadeiras para trás;
  • Ligar à minha mami 3 vezes ao dia;
  • Não gastar dinheiro desnecessariamente;
  • Acabaram os interesses amorosos! Não me deixo levar;
  • Dormir mais;
  • Emagrecer!!!!
  • Ficar um fim de semana para tirar tempo para mim;
  • Dar-me bem com os caloiros;
  • Tentar dormir sozinha, sem ansiedade;
  • Ter uma festa de anos (nunca tive uma em que me sentisse mesmo feliz, sem ser no ano passado);
  • Divertir-me imenso na latada, cortejo e assim;
  • Fazer parte da comissão de praxe no próximo ano;
  • Dançar até me doerem os pés;
  • Não desistir da Universidade.

Para já, só quero estar na nossa casinha nova. Ver a minha Mary e a tola da nossa colega de casa (e uma das nossas besties). Ver os meus amigos. 
Ahh, estou ansiosa!!! Finalmente.
Xoxo

10.9.17

MARY E AS SÉRIES || THIRTEEN REASONS WHY


Como toda a gente deve saber, Thirteen Reasons Why é uma série que gira em torno de Hannah Baker, uma estudante que comete o suicídio e deixa uma caixa de cassetes com as trezes razões que a levaram a fazê-lo. O objetivo dela é fazer com que a caixa passe pelas mãos de todas as pessoas que direta ou indiretamente a levaram a tomar aquela decisão. 
Depois de tanta polémica e alarido à volta desta, fiquei curiosa e acabei por ver. É uma série que vicia e que se vê super bem, no entanto ficou longe daquilo que eu esperava e acabou por não se fazer sobressair.
Esta publicação é um bocadinho diferente das outras em que falo sobre séries, pois nas outras apenas dou a minha opinião e apresento a sinopse. No entanto, sobre esta tinha mesmo de falar sobre alguns pontos que para quem não viu, é melhor não continuar a ler o post, pois a partir daqui contém spoilers.

Acho que o elenco foi muito bem escolhido, a banda sonora está qualquer coisa e a série também aborda muito bem a questão do bullying, mas a maneira como a história foi conduzida desiludiu-me um pouco. Eu não quero que me entendam mal, mas achei a Hannah um bocadinho dramática, achei que ela levava tudo um bocadinho a sério demais. Claro que o que a levou ao suicídio não foi apenas uma situação, foi um acumular delas, mas acho que ela complicava de certa forma algumas coisas simples. Atenção, que eu sei que nem todos temos a mesma personalidade e nem todos aguentamos as mesmas coisas, mas há ali situações em que eu acho que ela realmente não estava preparada para as dificuldades da vida ou para uma mínima desilusão.
Temos o episódio do acidente e o da violação que são sem dúvida episódios fortes, no entanto eu pergunto: Por que é que ela sabendo o que sabe se vai enfiar e acabar sozinha numa piscina com um gajo que violou uma miúda? Na minha cabeça não faz sentido. Claro que é fictício, mas pronto. 
Outra coisa, quando comecei a ver a série pensei que a ideia da Hannah com as cassetes seria para chamar as pessoas à razão em jeito de lhes pedir para não fazerem isso com mais ninguém, se calhar até era, mas no final ao ver o tempo que ela lhes dedicou, fiquei com a ideia que ela se quis "vingar" de alguma forma e com o objetivo de os culpar, de os fazer sentir totalmente responsáveis pela sua morte. 
Concluindo, no geral, eu até gostei da série e estou curiosa com a segunda temporada, vamos ver. Pode ser que algumas das minhas ideias mudem ou perceba melhor certas situações.

E vocês? Gostaram? Concordam comigo ou não? Deixem-me as vossas opiniões, sejam elas diferentes das minhas ou não. 

8.9.17

UM BRINDE À AMIZADE


A Universidade dá-nos muita coisa boa, a mim, para além de muitas outras coisas, deu-me a Jane. A Jane apareceu assim, vinda do nada. Entrou pela porta da nossa futura casa com as malas às costas e de sorriso rasgado sem me conhecer de lado nenhum. Soube de imediato que me ia dar muito bem com aquela miúda, não imaginei que fosse tanto assim. Ao fim de um ano, posso dizer que para além de minha companheira de casa é uma das amigas mais fiéis que tenho.

A Jane é um ser incrível, é um doce, uma das melhores pessoas que eu conheci até hoje, que apesar de todas as coisas menos boas que se passam na vida dela, tem sempre o seu melhor e maior sorriso para nos oferecer e é por nunca me ter falhado que eu jamais falharei com ela. Sinto o coração apertado quando ela chora, fico triste quando sei que ela está a sofrer, sinto-me de certa forma incompetente quando não sei o que dizer ou fazer para que ela se sinta um bocadinho melhor.

Criei uma ligação inexplicável com esta rapariga, acho que no fundo estou sempre preocupada com ela, com medo que ela perca a esperança, com medo que desista dos seus sonhos, com medo que perca a essência tão bonita que tem dentro dela. Mas confio nela, na força dela. E confio na Vida.

Vejo pessoas a queixarem-se todos os dias pelas mínimas coisas e vejo a Jane, um ser como nunca vi igual, a aguentar toda uma família e um mundo às costas sem se queixar por um segundo e com um amor pelos outros inigualável. Não sei o que o mundo lhe reserva, não sei o que dizer em muitos dos momentos difíceis dela, resta-me tentar dar-lhe e transmitir-lhe a calma que por vezes lhe falta, resta-me dizer-lhe que estou aqui, acho que ela sabe. Pronta para lhe dar o maior abraço do mundo, sempre que ela precise e mesmo que não precise. Tenho muito orgulho na Jane e acredito que a vida lhe irá sorrir da mesma forma que ela sorri à vida. 

6.9.17

A CHEF JANE #1

Toda a gente que me conhece sabe que adorooo cozinhar! Por isso, uma vez por mês vou partilhar convosco receitas que a minha mami me ensinou a fazer. Ela também adorava cozinhar e é uma boa maneira de manter as recordações com ela.
A primeira receita que vou partilhar convosco é a típica de toda a gente que vinha cá, amigos, familiares adoravam.
A Tarte Pastel de Nata!

Ingredientes para a massa:
  • Massa folhada (não confundir com massa quebrada) esta massa pode ser adquirida nos supermercados e é muito fácil de encontrar.

Para o creme:
  • 500 ml. de leite
  • 150 gr. de açúcar
  • 4 gemas
  • 50 gr. farinha maisena
  • 1 casca de limão
  • 1 pitada de canela

Preparação:

Estica-se a massa folhada e coloca-se na tarteira. Convém pôr papel vegetal na tarteira assim é mais fácil sair no fim.
Corta-se os excessos e pica-se o fundo com um garfo.
Numa panela leva-se ao lume 250 ml de leite, açúcar, a maisena, a canela e as gemas, liga-se o fogão, mexe-se um pouco e adiciona-se os restantes 250 ml de leite e a casca de limão. Mexam sempre até o creme ficar grosso e depois derrama-se na massa folhada.
Vai ao forno pré-aquecido durante 25 minutos ou até que se veja que está cozida  com "manchas pretas por cima"
O forno deve estar na temperatura que vem indicada na embalagem da massa folhada. O que normalmente é uns 180º.


PEQUENA DICA:
As gemas se forem de ovos caseiros faz com que a nata seja mais amarelinha e o sabor é melhor, se virem que 4 gemas é pouco para "dar cor" podem pôr mais uma.



Fácil não é? Se se aventurarem avisem-me, também quero saber como vos correu :) 


Xoxo

5.9.17

MARY E OS FILMES || A VIDA SECRETA DOS NOSSOS BICHOS


Hoje venho deixar-vos mais uma sugestão. The Secret Life of Pets (A Vida Secreta dos Nossos Bichos), é um filme de animação que nos faz dar umas boas gargalhadas, super fácil de ver e que aborda a questão, o que farão os nossos animais quando nós não estamos em casa?
Cada personagem tem um ponto que o caracteriza e que nos enche de rir, mas eu pessoalmente achei imensa graça ao coelhinho que "parece" ser muito fofinho. Para vocês perceberem do que eu falo terão de ver. Eu acho que tem uma história fantástica que capta a atenção de qualquer um, seja miúdo ou graúdo. Aventurem-se. 

"Max é um cachorro encantador que adora Katie, a sua dona. A sua vida é tranquila e ele passa todo o dia numa azáfama, ansiando pelo momento em que ela regresse a casa. Um dia, Katie decide adotar Duke, um rafeiro gigantesco e um pouco desastrado que rouba metade da atenção da dona e o lugar privilegiado que sempre pertenceu a Max. Quando parecia que nada poderia piorar naquela casa, os dois cães perdem-se em Nova Iorque. Confundidos com animais abandonados, são capturados e levados para um canil. Desesperados, acabam por ser libertados por Pompom, um coelho branco de ar adorável que se revela um verdadeiro sociopata e que lhes mostra o seu plano maléfico: recrutar todos os animais domésticos abandonados e quando tiver um grande exército de feras, vingar-se de todos os humanos do mundo…."

Já viram? O que acharam?

4.9.17

CASAMENTO, AINDA FUNCIONAS?

Olá!! Bem, este tema que vou abordar hoje é um dos meus preferidos. Este verão fui a dois casamentos. De duas das pessoas mais importantes no mundo para mim.
O primeiro foi da minha prima, ajudei em tudo praticamente, mas o vestido para mim foi a melhor parte. Ajudá-la a escolher o vestido foi lindo. 
Foram  cerimónias religiosas, e apesar de eu não ser católica (mesmo tendo o batismo, comunhão, comunhão solene e crisma) aceitei de bom grado ir ler nos dois casamentos.
Bem, a parte em que o noivo entra não devia ser suposto eu chorar mas chorei, nos dois, mas mais no do meu tio. Há qualquer coisa de muito lindo quando "entregam" a noiva ao noivo. 
Mas a minha parte preferida é quando os fotógrafos põem aquele vídeo de solteiros, nem imaginam o quanto choro ahaha. 
A festa em si, para mim ajuda sempre a reunir a família, ver uns convidados bêbados e fartar-me de dançar pimba e inclusive funk!! 
Não quero casar, para já, não sou muito apologista do casamento. Sei que são ideias contraditórias mas eu só casaria pelo civil. Pela igreja, só se o meu parceiro insistisse, no entanto, sei que o meu pai sempre quis que eu fosse à igreja.
Quando namorava com o X, ele tinha ideias muito parecidas com as minhas. Ele dizia que o casamento era só um papel, pois o compromisso somos nós que o fazemos. Dizia que queria casar só se fossemos os dois numa praia e fosse o nosso momento. Claro que eu nunca privaria a minha família desse momento mas a ideia agradou-me imenso. 
Talvez por sempre ter estado rodeada de falsos matrimónios não queira casar. Mas acho que é mais medo, medo de poder quebrar uma coisa que, para mim, é tão séria e sagrada. Medo de aquilo que eu penso que o casamento é, não corresponder à realidade. 
Tenho muito tempo para isso, por enquanto limito-me a aproveitar o que a vida me dá.


A parte mais chata do casamento foi, sem dúvida, a madrinha do X vir, outra vez, falar sobre ele. Eles sempre foram muito chegados.Até me fez rir quando me disse que a avó dele estava desconfiada que nós voltamos em segredo. Eu esclareci que não, óbvio que não revelei que ele namorava, isso é problema dele. Tenho muito carinho por algumas pessoas da família dele e sempre que me encontram dizem o mesmo "oxalá voltem", "és muito especial para nós". Não vai acontecer, mas mantenho sempre o respeito por eles.

E vocês acreditam no casamento? Há ainda amor verdadeiro para tal? 

Xoxo, Jane