Estou a um dia de completar vinte e dois anos, mas não posso deixar de me despedir dos maravilhosos vinte e um. Foi um ano incrível de início ao fim. E o melhor de tudo é saber que tenho vivido bem, tenho vivido mesmo muito bem.
Não tenho parado desde a última vez que fiz anos e o mais importante foi ter-me reencontrado depois de todos os testes que os vinte me puseram à frente, ultrapassei os obstáculos e pus os pés ao caminho. Às vezes é preciso irmos às profundezas de nós mesmos resgatar e trazer ao de cima a pessoa que queremos ser, cada vez estou mais perto de ser o que quero e não podia estar mais orgulhosa de mim e das conquistas feitas ao longo deste ano.
Pensar nos meus 21 anos deixa-me com um sorriso bem rasgado na cara, pois trouxeram-me muita alegria, muito amor, muitos sorrisos, muitos abraços, trouxeram-me cafés, noitadas, trouxeram-me pessoas boas, vi estrelas cadentes, matei saudades de sítios e pessoas que me fazem bem, fui ao Porto com o meu namorado, fui pela primeira vez almoçar ao Mcdonald's dos aliados - que para quem não sabe é considerado um dos mc's mais bonitos do mundo -, tomei café pela primeira vez na Ribeira e fui pela primeira vez até à foz de elétrico - vale muito a pena. Voltei à blogosfera e trouxe a Jane comigo.
Conheci sítios e pessoas que me surpreenderam pela positiva, ganhei ainda mais responsabilidade e aprendi que é possível ter-se vida social, estudar e ainda assim conseguir descansar, basta que saibamos arranjar um ponto de equilíbrio, nem sempre é fácil, mas nada é impossível.
Com 21 anos abracei muito e beijei muito os meus, a vida é bela, mas é instável e o dia de amanhã nunca se sabe. Aprendi que a família será sempre o nosso porto mais seguro, que o amor está nas coisas mais pequenas e simples da vida e que os momentos são para ser vividos com a maior das intensidades. Aprendi também que quando as pessoas querem sair da nossa vida, não há muito que possamos fazer, a não ser deixá-las ir. No início custa, mas depois passa e afinal só vai quem quer. Não devemos guardar rancores, deixemos o mais bonito de nós sobressair. Aprendi que à chuva também se dança, que há coisas que devemos guardar para nós e que os nossos estarão sempre do nosso lado.
Deixei-vos algumas das melhores memórias e alguns ensinamentos e conclusões importantes dos meus 21 anos, - que no fundo são uma retrospetiva de 2017, - um ano muito positivo e cheio de momentos para guardar na mala de recordações. Domingo abro o coração a um "novo ano", que espero que seja tão bom ou melhor que este. Para os 22, vou sem cinto, com a confiança de que os atrasos e os buracos fazem parte do caminho e eu irei chegar onde me for permitido, sem abandonar quem sou. E que depois dos 22 venham os 23, os 24, os 25 e daí adiante. Estou feliz, verdadeiramente feliz.



