Jane sem nexo

EGOÍSMO

29.3.18

Já sentiram que não se podem queixar de nada porque as pessoas só veem o próprio umbigo?

Eu não posso queixar-me e dizer bem alto: A MINHA VIDA É UMA MERDA!!! Porque alguém vai dizer, “eu passei por pior”, “estás a ser dramática” ou simplesmente ignorar. Nem imaginam a raiva que isso me dá.

Não quero ser presunçosa mas eu mereço, eu mereço alguém que me apoie. Alguém que me veja frágil, alguém que me suporte. Para vos ser sincera e sem querer ser repetitiva essa pessoa era a minha mãe.

Poder cair e não ter de me levantar logo. Quero poder ser egoísta e dizer: NÃO!!! OU PAREM DE ME PÔR MAIS MERDA EM CIMA.
Poder cometer erros sem que me apontem o dedo de imediato. Poder sofrer, chorar, ficar em silêncio sem ser desvalorizada. Poder dizer: Estou aqui e não sou de ferro.
Deixar de ser eu, por 2 segundos, o suporte dos outros para que me suportem a mim também. Não sou assim tão dura, eu sofro. Eu tenho ansiedade, eu choro à noite. Eu sou humana, de carne e osso.

Às vezes pergunto-me se vale realmente a pena, ser boa pessoa. Se vale realmente a pena dar tudo pelos outros. Se vale a pena zangar-me pelo egoísmo ou se o problema é eu não olhar também um pouco para o meu próprio umbigo de vez em quando.

About Mary

APRENDIZAGENS || UMA CIDADE QUE ME CONTA HISTÓRIAS

28.3.18

Existem tantos lugares à espera de serem conhecidos, lugares esses que nos acabam por surpreender e que acabamos por levar connosco para sempre, lugares que nos marcam de uma forma da qual não estávamos à espera. 
Hoje venho falar-vos de uma etapa da minha vida em que vivi a trezentos e muitos quilómetros de tudo a que estava habituada, da minha família, dos meus amigos, dos meus patudos, dos meus sítios. Sem nada o fazer prever, larguei tudo e fui em busca de um novo caminho, uma nova cidade. Falo-vos da cidade neve, a porta da Serra da Estrela, a Covilhã. 

Foi em 2015, com 19 anos ainda, que me lancei na maior aventura da minha vida até agora, tomando a decisão de ir estudar para a Covilhã com o objetivo de ir iniciando o meu percurso académico enquanto estudava para obter aprovação a uma disciplina do secundário e estudava para as provas de ingresso que queria. Tinha pensado no assunto e não me apetecia parar um ano por uma disciplina, então procurei cursos, procurei sítios e foi quando do nada disse aos meus pais "Vou para a Covilhã". Ficaram surpresos, com receio por ser tão longe, mas apoiaram-me em tudo. 
Em Setembro lá estava eu, no terminal rodoviário, com receio, mas de alma e malas prontas para as próximas cinco horas de autocarro que me esperavam. Já tinha ido lá, quando fui fazer a matrícula e arranjar casa, mas desta vez sabia que ia para ficar mais do que um dia, mais do que uma semana. 

E assim cheguei à Covilhã. Não ia sozinha, levei comigo uma cara conhecida, pois tinha-lhe lançado o desafio e ela arriscou. No entanto, ao fim de três semanas a minha companhia desistiu, fiquei ali sozinha e confesso-vos que me senti perdida num mundo ainda bastante desconhecido para mim. 
Sem poder ir a casa todos os fins de semana - ficava caro, então ia de duas em duas ou de três em três semanas -, sem poder ver os meus, sem poder matar saudades, fui a baixo e chorava muitas vezes baixinho no meu quarto. Foi também nessa altura que a minha relação foi posta em causa, mil e um testes, mil e uma histórias, mil e uma coisas que nos fizeram duvidar de nós e do que tínhamos. Via tudo a tremer à minha volta e toda a estrada eram buracos. E foi então que o meu avô faleceu. Tudo parecia piorar e cada dia era pior do que outro, sentia-me tão infeliz.
Embora fosse às aulas, fosse conhecendo e fazendo alguns amigos, era pouco, pois acabava por me deixar ficar por casa, presa na minha dor. Os meus dias resumiam-se a aulas e casa, deixava-me ficar na cama a ver um filme ou outro ou simplesmente a olhar para o teto, cancelava cafés e passeios. Aconteceu tudo junto e eu sentia-me frágil, aquele primeiro semestre levou-me a um completo estado de exaustão, senti-me sozinha, desconhecida, perdida, infeliz e com vontade de voltar para casa. Mas não o fiz. 

A determinada altura percebi que se calhar tinha de lutar um bocadinho por mim, que poderia fazer daquela uma boa experiência, largar as desconfianças de mim e dos outros, e lutar antes que tudo se fosse. Sempre fui divertida, confiante, sociável e aquela? Aquela não era eu. Percebi que às vezes temos mesmo de nos perder e que é nessas perdas de nós mesmos que percebemos o que queremos e o que não queremos, que crescemos e aprendemos que é necessário resgatar a pessoa que éramos ou que queremos ser. E assim, levantei-me e não só me encontrei, como me melhorei. 

Naquele segundo semestre fui feliz, conheci mais e melhor as pessoas, saí, conheci sítios e passeei. Tudo com o objetivo de fazer daquela uma boa aventura. E depois de tantas lágrimas, só não fiquei por lá porque embora o curso fosse muito interessante, eu queria uma coisa mais prática.
Em Maio de 2016 despedi-me e foi nesse último dia, naquele passeio, por entre abraços e algumas lágrimas que percebi que apesar de todas as dificuldades que encontrei durante aquele ano, iria ter mais saudades daquele lugar do que alguma vez pensei, percebi que tenho lá pessoas que guardo comigo e sei que vou guardar para a vida, pessoas que souberam como me fazer sentir em casa e que foram um porto seguro nos dias mais tristes. Percebi que aquela cidade deu-me muito mais do que eu pedi e do que eu esperava, percebi que não foi só uma boa aventura, foi uma das maiores e melhores experiências da minha vida e aquelas aprendizagens eram necessárias. E concluí que 2015\2016 tiraram mas também me deram.

Já lá voltei e sinto-me em paz, reconheço as ruas e sou feliz ao pé daquelas minhas pessoas, tenho-as sempre no meu coração e falamos sempre que é possível - é tão bom quando nos marcam e nós também marcamos, quando as coisas não mudam mesmo que a distância seja grande. Não vejo a hora de lá voltar. 
Hoje guardo esta cidade num cantinho muito especial, tenho as melhores fotografias e tão boas recordações, a Covilhã é uma cidade maravilhosa, transborda arte e amor pelas ruas, é quase impossível não nos apaixonarmos. E foi lá que limei algumas arestas, arestas essas que me tornaram numa melhor pessoa e muito mais perto da mulher que quero ser. Há lugares que nos marcam tanto, pelo bom, pelo mau, de tudo um pouco. A Covilhã é uma cidade intensa, que me faz sentir mil e uma coisas. Voltarei, sempre que me for possível.

Jane e a família

ACREDITAS, MÃE?

26.3.18

Há coisa de um ano e tal, no meu aniversário, fiz a minha primeira tatuagem. É uma homenagem aos meus pais, que sempre me apoiaram em tudo. Só me lembro da reação da minha mãe quando a viu pela primeira vez:
- "Não fizeste nada sua mentirosa, és demasiado cagona para suportar essa dor". Baixei a camisola e ela começou a chorar. A chorar de emoção.
O mesmo aconteceu com o piercing, ela não acreditava que eu fosse capaz. Mas fui e dessa vez ela não chorou mas riu à gargalhada. "És uma maluca", "Surpreende-me às vezes o corajosa que és".
Lembro-me quando fui operada ao coração da primeira vez e a vi. Foi a única que me fez chorar, "és tão forte, meu amor." 
Quando acabei com o meu ex-namorado eram duas da manhã e fui dormir com ela "Podes chorar tudo o que quiseres hoje, mas vais sair à rua e mostrar que uma mulher não precisa de um homem para ser feliz."
Lembro-me de estar vezes sem conta, de mãos dadas a ela na mesa da cozinha, a chorar por tudo e por nada. 
Lembro-me de vermos a "Melodia do Adeus" e olhar-mos uma para a outra e as duas a chorar feitas loucas e cair na gargalhada. Lembro-me de quando tirou a carta de condução que a amarrei e rodopiei-a no ar a chorar de alegria por ela. "É para mostrar a todas as putas que não acreditavam que eu conseguia. Consegui Filhinha!!!" 
Lembro-me de me dizeres que eu era a pessoa que mais amavas no mundo. Lembro-me da última vez que te vi de olhos abertos e grandes. Não te disse adeus, não te pedi desculpa. Lembro-me todas as noites, todas as manhãs. 
Este domingo vinha a conduzir e tocou a tua música (Conqueror- Empire Cast). "Gosto desta música, o que quer dizer filha?" e lembro-me do que te respondi. "Esta música é tua, é sobre ti, é para ti". Sorriste e abraçaste-me, mesmo sem nunca teres descoberto o que queria dizer. Espero que agora saibas o que quer dizer. Espero que estejas a sorrir para mim.

Acreditas mãe, que tenho o coração partido? Perdi o amor da minha vida. Perdi-te. 

Foto tirada pela minha mãe, no dia que fiz a tatuagem.

Mary e os vídeos

INCLUSÃO || SÍNDROME DE DOWN

23.3.18


Para quem não sabe, assinalou-se no dia 21 de Março o dia internacional da Síndrome de Down e é por isso que venho deixar-vos um vídeo maravilhoso - são cinquenta mães com os seus filhotes -, de nos aquecer verdadeiramente o coração. Deixem-se derreter como eu me derreti.
São tão especiais à sua maneira e tão mais simples de os compreender do que nós pensamos. Cada vez mais se fala em inclusão e eu acho que está mais do que na hora de aceitarmos que são todas estas diferenças que fazem do mundo um lugar tão especial, um lugar que é para todos e onde ninguém é mais do que ninguém. 
Apreciem 💓

N'o dia a dia da Mary

OLÁ PRIMAVERA

20.3.18


Olá amores. Pois é, hoje chega a Primavera e esperemos que venha com vontade de ficar e que acalme um bocadinho este frio - o que não me parece - mas esperemos que sim.

Eu sei que tenho andado um bocadinho desligada, mas sabem como são aquelas duas últimas semanas antes das férias da Páscoa. Entre aulas, trabalhos, testes e ginásio, chego a casa completamente estourada e só tenho vontade de dormir. 
No entanto, está tudo bem e prometo que para a semana as coisas mudam e até já tenho uma publicação em vista sobre uma etapa da minha vida que acho que vão gostar de ler.  
Espero que esteja tudo bem e resta-me desejar-vos uma continuação de semana bem à vossa medida. Beijinho 💓

Chef Jane

CHEF JANE #3

17.3.18

Lamento não ter dado continuidade antes, mas vou fazê-lo agora.

Nós, universitários comemos muiiita massa com atum. Chega a ser enjoativo. Bem, vou-vos dizer que a minha irmã adora a minha massa com atum um pouco diferente das outras.

Para esta receita precisam de:
- Massa macarrão
- Duas latas de atum
- Cogumelos (facultativo)
- Duas colheres de manteiga
Resultado de imagem para Massa com atum bechamel e tomate
- 250 ml de leite
- 2 colheres de farinha
- Queijo ralado 
- Polpa de tomate
- Cebola/ Alho
-Azeite





Comecem por fazer o molho bechamel com a farinha, manteiga e leite. Podem temperar com sal e pimenta e inclusive oregãos. 
Noutra panela façam um refugado com a cebola e deixem lourar, metam um pouco de vinho e deixem ferver. Adicionem a polpa de tomate ao vosso gosto. Adicionem o bechamel e temperem com salsa, sal, oregãos e pimenta (também podem pôr molho de soja e pimenta vermelha) e adicionem o atum e os cogumelos. Cozam a massa em água a ferver. Depois numa travessa ponham uma camada de massa e uma de atum e por cima adicionem o queijo ralado. Façam este último passo duas vezes pelo menos. Metam no forno durante 10 min e voilá!! A massa preferida da minha irmã.

A Mary gosta de...

3# A MARY GOSTA DE...

15.3.18


Café. É raro o dia que não tomo. Faz parte da minha rotina, de manhã café com leite e à noite o típico cafézinho, não muito longo, depois do jantar. Há quem diga que não devemos exagerar, outros dizem que beber três cafés por dia traz benefícios, eu cá não sei, mas sei que adoro café e bebo 2\3 por dia. E vocês?