Retrospetivas da Mary

RETROSPETIVA || MAIO, 2018

31.5.18


Chegou o último dia do nosso Maio. E é feriado, aproveitem-no bem e aproveitem também por mim, já que vou passá-lo a estudar. 
Como vos disse em alguns dos posts anteriores, este mês é o caos. É frequências, é trabalhos, é isto, é aquilo, o que não falta são coisas para fazer, tornando o tempo um bocadinho escasso. A primeira semana foi bastante calma, mas as seguintes, um autêntico furacão.

Este mês fez-me sentir bastante cansada e desanimada, porque para além de todo o stress do fim do semestre, não faltaram coisas a atrapalhar a minha pobre mente. Há alturas em que parece que se junta tudo e as energias não sobram, infelizmente. O meu cansaço fez-se sentir e dormi pouco mais de cinco horas por noite, pois senti-me sempre nervosa\ansiosa com alguma coisa. 
No entanto, nem tudo é mau, aconteceram coisas boas, conversas, encontros maravilhosos, surpresas, abraços... E, embora a minha energia não estivesse lá no alto fiz por aproveitar esses momentos fantásticos que Maio me trouxe. 

Maio está mesmo a terminar, termino o mês cansada, mas orgulhosa, pois a pouco e pouco vou vencendo os obstáculos e cumprindo os objetivos a que me proponho de alma e coração. Termino o mês preocupada com algumas coisas, mas espero que o próximo mês me traga boas respostas.
Junho está desejoso para entrar, vamos lá ver as peripécias que este mês nos traz. Espero que Maio tenha sido docinho e que tenham um Junho fantástico! 

Mary e o desafio1mais3

DESAFIO 1+3

30.5.18


Nem sempre é fácil pensarmos em nós, refletir sobre o que nos move e sobre o que realmente tem influência na nossa vida. Ter amor próprio é essencial, mas é também, muitas vezes, um caminho longo e com muitas pedras a atrapalhar o nosso andamento. O tempo passa e esquecemos-nos de nos tentarmos reconhecer ou conhecer melhor. Esquecemos-nos de refletir sobre as coisas boas e as coisas menos boas, esquecemos-nos de pensar em nós e nos momentos que interferem com o nosso dia-a-dia, esquecemos-nos de agradecer e de nos amarmos. 

Desta forma, a Carolina criou um desafio que nos permitirá refletir sobre vários temas - uns mais simples, outros mais complexos -, com o objetivo de nos conhecermos melhor e de reservarmos um pouco do nosso tempo para nós, para falarmos dos nossos gostos, das nossas pessoas, das nossas aprendizagens, dos nossos percalços, das nossas vitórias, etc. Tudo é válido.
O Desafio 1+3 convida-nos a gerar "um movimento de amor próprio, de auto-conhecimento e de auto-valorização. Sem obrigações. Sem regras. Sem periodicidade fixa." O mais importante é sermos sempre sinceros connosco próprios.

Fui convidada a participar pela Joaninha e não hesitei, pois acho a ideia fantástica e acho que só nos faz bem parar um bocadinho e refletirmos sobre os nossos projetos, os nossos dias, a nossa vida e sobre a pessoa que somos ou queremos ser. Por isso, venho também convidar-vos a participar para, todos juntos, criarmos "uma corrente de positivismo e boas energias, mesmo quando estivermos a retratar temas menos alegres", como disse, e bem, a Carolina. Se cada um de nós inspirar pelo menos três pessoas já é meio caminho andado para aumentar essa corrente.
Para participarem basta enviarem-me um e-mail para shimbalaie@outlook.pt e receberão todas as informações relativas ao desafio. Então, estão prontos para embarcar connosco? 

N'o dia a dia da Mary

DIAS MELHORES VIRÃO

26.5.18

Olá meus amores. Tenho andado com as minhas energias lá em baixo e sinto-me mesmo cansada. Estas últimas semanas estão mesmo a dar cabo da minha cabecinha, pois tenho tido mil e uma coisas para fazer\pensar e acho que é por isso que me tenho sentido ansiosa, nervosa e triste. Tenho tentado tirar um momento ou outro para fazer coisas de que gosto, mas mesmo assim sinto-me extremamente desmotivada e sem uma razão aparente. 
Com isto tudo, ando também um bocadinho sem paciência para certas situações que vão acontecendo e me deixam chateada, fico sem saber se é de mim ou se as pessoas também não ajudam, pois tenho-me sentido desiludida em parte. Há coisas que me afetam mais do que digo, tenho andado mais sensível e emotiva e os meus dias têm sido menos coloridos. 

Como vêem as coisas não têm andado assim muito bem e a minha ausência por cá deve-se um bocadinho a isto, mas também à falta de tempo. No entanto, acredito que seja só uma fase e que dias melhores virão, ideias para trazer para cá não me faltam. Espero que estejam bem e felizes 💗

Jane comenta...

Sou mulher, NÃO objeto!

23.5.18

Há umas semanas atrás, numa aula foi-nos exposto um caso de violação em Espanha. 
O caso "La Manada", resumidamente numas festas em Sevilha um grupo de 5 homens violou uma jovem de 18 anos, entre os agressores estava um guarda civil e um antigo militar. Estes homens tinham um grupo no Whatsapp chamado "La Manada", enquanto quatro deles a violavam o último gravava com o telemóvel. 
Eis a minha revolta e nojo perante este caso que chegou a tribunal, foi visto o vídeo com 96 segundos e estudado pela polícia que afirma que a miúda mantinha uma posição "pasiva e neutra", que a sua atitude não era participativa e que houve humilhação. No entanto, a justiça espanhola considerou abuso sexual e não violação pois a vítima não mostrou resistência! Na constituição espanhola só é violação se houver resistência. Apesar de estar cientificamente comprovado que as vítimas de violação entram em choque e não conseguem reagir.
A minha opinião é: tenho medo de viver no mundo de hoje e ser mulher. Já nem nas autoridades podemos confiar, a miúda estava alcoolizada mas por favor, dizerem que ela não resistiu? Tenho medo de ser mulher, medo por mim e por todas nós. Ao mesmo tempo pergunto-me como é possível terem só 9 anos de cadeia? Eles destruíram a vida de alguém, alguém que nunca mais vai confiar num homem por culpa de animais, alguém que nunca vai poder fechar os olhos sem se lembrar, alguém que nem com anos de terapia se vai sentir confortável no próprio corpo. 
Como podemos parar isto? Nem vos consigo descrever a raiva e a dor que sinto no meu corpo. Não somos objetos sexuais. Temos direito a dizer sim e a dizer não. Temos direito a expor o nosso corpo quando assim o quisermos, direito a liberdade, direito a não ser chamada de puta por usar decote, direito a não ter uma foto censurada porque mostro pele, direito a ser eu mesma.

Vamos mudar o pensamento, vamos lutar pelas irmãs, filhas, mães, primas, tias, amigas e por nós mesmas para vivermos numa sociedade sem medo.

Jane e a família

O meu pai, o meu herói

18.5.18

Olá! Bem, voltei hoje a casa da universidade e no meio de tanta coisa para fazer, vir para casa é o meu momento preferido da semana.
O meu pai hoje quis que eu conduzisse a menina dele desde Braga até casa (o que é impressionante considerando que sou péssima condutora).
O meu paps é muito jovem, muito trabalhador mas é o melhor homem que já conheci.
Sabem o que mais admiro nele? A humildade. A sinceridade. A lealdade. A força. A forma de amar dele.
O meu pai nunca abandonou a minha mãe na doença, só fez com que a amasse mais e mais. Ele brilham-lhe os olhos sempre que fala dela. Ama-a muito e digo no presente porque ele próprio faz questão de o dizer.
Ele podia ser um pai de merda sabem? Podia tê-la abandonado e agora podia ter-nos deixado. Ela descarregava muito nele por ser a pessoa que mais amava também, mas ele continuou a lutar pela nossa família. Mesmo quando pensámos que nos ia faltar a comida na mesa, ele lá estava a lutar, a trabalhar como um desgraçado. 
É um excelente amigo. Quando me partiram o coração pela primeira vez ele veio de avião (na altura trabalhava fora e vinha de 2 em 2 meses a casa) no dia seguinte, para me dar amor. Liguei-lhe no dia às duas da manhã a chorar perdidamente enquanto a minha mãe me esfregava o cabelo, adormeci ao telemóvel com ele. 
Semanas depois descobrimos que ele tinha cancro na tiróide, o meu mundo desabou. Foi aí que me fui abaixo de verdade. Precisei de terapia para me ajudar, mas ele lá estava! Removeu o cancro e lutou.
Hoje ele está doente, tem uma inflamação nos tendões e eu não consigo dormir. Tenho medo por ele, medo de o perder. Eu sei, eu sei, exagerada!! Mas ele é forte! Ele é o meu pai, a pessoa que eu mais admiro. Ele é um bom homem.

N'os ouvidos da Mary

2# N'OS OUVIDOS DA MARY

16.5.18

Olá meus amores, espero que esteja tudo a correr bem por esses lados. Não tenho andado muito por aqui porque como sabem o fim do semestre é sinónimo de caos e muitas coisas para fazer. Eu bem tento, mas não tenho conseguido conciliar tudo. No entanto, vou fazendo por "ganhar o dia". Fiquem com esta música e façam dos vossos dias, dias felizes. 

Mary e a amizade

UM PORTO SEGURO || A JANE

10.5.18

A Jane. A Jane é especial e fico triste que ela nem sempre veja isso. A Jane é linda, oh se é, acreditem que tem um sorriso lindo e às vezes também não vê isso. Fico triste quando ela chora e, muitas vezes, não sei o que dizer, mas faço do meu silêncio o aconchego dela, porque acredito que ela, muitas vezes, só precise daquela companhia, que alguém a ouça, mesmo que nem diga nada.

A Jane é das melhores pessoas que existe na minha vida e acho que nem ela sabe o peso bom que tem nos meus dias, ainda ontem lhe disse que quando vamos de fim de semana não consigo não lhe dizer nada, provavelmente sou uma chata, mas eu preocupo-me, preocupo-me verdadeiramente e sinto necessidade de saber se ela está bem, porque estou habituada a vê-la e se ela não me disser nada na sexta, sábado já lhe mando mensagem. 

A Jane, a Jane é maravilhosa, um ser humano gigante e dou por mim a ir vê-la à cama, isto quando ela não dorme comigo. Dou por mim a pedir ao mundo que existam mais pessoas como ela, com bondade no coração e muito amor para dar. Sei que ela vai ler, mas não importa, gosto de lhe fazer entender todos os dias que estou aqui para ela, hoje não é exceção. 
A Jane está lá sempre e acredita em mim de uma forma aterradora, a Jane vibra com as minhas conquistas como se fossem dela, a Jane elogia-me e chora, imaginem. Tenho medo de lhe falhar, confesso, mas prometo que estou e farei sempre por dar o meu melhor. Noutro dia tivemos o nosso primeiro arrufo (pequenino) e não passaram nem dois minutos até que pedíssemos desculpa uma à outra, não poderia ser de outra forma, talvez estivéssemos ambas num dia mau, acontece.

Ela não sabe bem, mas já é o meu porto seguro quando me sinto mais nervosa e mais insegura, ela não sabe, mas se tivesse de entregar o título de melhor amiga a alguém era a ela. É verdade que não nos conhecemos há anos, mas temos uma ligação que jamais irei entender, desde o dia em que a vi, e se querem saber, também não importa.
Choramos juntas - é das poucas pessoas com quem choro -, rimos como se não houvesse amanhã, cantamos as músicas mais idiotas nas mais variadas versões e divertimos-nos tanto quando estamos juntas, que é quase sempre. Gosto dela, gosto genuinamente dela e só quero que ela goste tanto dela como eu gosto, acreditem que é muito. É a Jane, a minha Jane!