Mary e as séries

MARY E AS SÉRIES || LA CASA DE PAPEL

14.6.18


Esta é uma série que dispensa apresentações, visto que já meio mundo a viu ou ouviu falar. Normalmente sou do contra e só começo a ver séries muito faladas quando a loucura acalma e já não se ouve falar tanto – o que não aconteceu com La Casa de Papel, visto que não consegui resistir a todo o alarido montado à volta daquela que era a série do momento. E ainda bem.
Vi-a em março, em apenas quatro dias, mas só agora tive tempo para vos trazer uma opinião mais completa. Os que viram perceberão aquilo que vou dizer, aos que não viram espero convencer-vos. 

La Casa de Papel é muito mais do que um simples assalto e é por isso que nos prende do início ao fim. Leva-nos a adorar oito assaltantes que se fecham na Casa da Moeda Espanhola e, é através das suas histórias, dos seus motivos e do caminho traçado até ali que nos fazem torcer fervorosamente por eles e para que aquele assalto corra bem. Sem nada a perder, comprometem-se a ajudar El professor – a mente de todo aquele plano – a cometer o maior assalto de toda a história. 

É uma série completa, uma série que nos faz vibrar, que nos leva a refletir e a perguntar qual o lado correto e o lado errado, pois vemos-nos no meio de todo um filme em que nada é tão certo como parece. Torcemos pelos ladrões e desprezamos alguns dos reféns – vá, mini spoiler, o Arturito é insuportável.
Não querendo entrar em grandes pormenores é uma série que tem de tudo um pouco, que critica certos pontos da sociedade, abordando temas atuais como, por exemplo, o bullying, faz uma alusão ao Síndrome de Estocolmo e quando damos por nós temos algumas ideias completamente trocadas. No entanto, é desta forma que nos sentimos também dentro da história. 

As personagens principais estão escolhidas a dedo e à medida que vamos descobrindo e conhecendo mais um bocadinho sobre eles, ainda nos encantamos mais. É de referir que nunca corre tudo como planeado e, desta forma, conseguimos adorar e odiar determinada personagem na mesma medida, mesmo quando ela foge das regras ou põe em causa todo o plano. 
Sendo assim, acabo por não conseguir escolher uma única personagem como a preferida, já que todos são essenciais, com características muito especiais e insubstituíveis. Temos a Nairóbi, que tem um crescimento notável de episódio para episódio; o Professor e a sua inteligência fora do normal, o cérebro de toda a operação (quem é que não tem uma crush por este homem?); O Denver e a sua gargalhada característica; a Tóquio e a sua rebeldia; o Rio que é um amorzinho e é visto como o elo mais fraco; o Moscou e a sua sabedoria; o Helsinque que apesar do tamanho torna-se a fofura em pessoa; o Berlim e a sua falta de empatia, mas que ainda assim nos faz gostar dele; e o Oslo, o mais calado, mas que vai também deixando a sua marca. Apesar de todas as diferenças, todos compõem a história e todos estão ali por um motivo, conforme foi dito logo no primeiro episódio.

Para além da equipa de assaltantes e o seu mentor, temos uma outra personagem importante, a inspetora Murillo, uma mulher no meio dos homens, que tem um papel fundamental em todo o decorrer da série, que mostra o poder de uma mulher e o quão corajosas podemos ser. 
Aliás, temos ao longo dos episódios, várias situações em que as mulheres mostram a sua força e onde mostram ser voz ativa, não precisando da autorização ou apoio de um homem. O que acaba por ser uma certa crítica ao machismo que ainda se verifica nos dias de hoje. 

É uma das melhores séries que vi, é diferente do habitual e é uma série que nos prende ao ecrã com uma intensidade fora dos limites, fazendo-nos sentir milhentas coisas, que nos assusta, que nos faz (quase) chorar, que nos cativa e que nos vai fazendo soltar umas gargalhadas. Intensidade não falta. E o final de cada episódio só nos leva a querer ver mais. 
Mas se ainda não vos convenci, deixo-vos com estas palavras – muito certas – da review da nossa Andreia: “O meu coração esteve constantemente em alvoroço. (...) Pela impulsividade. Pela desconfiança. Pela loucura que se apoderou do grupo. Pelo sangue quente. Pela dor da despedida. Pelo detalhe que leva tudo a desmoronar-se como um castelo de cartas. Pelo perdão. Pelo risco vivido ao limite. E pela sensação inquietante de sermos testados ao segundo. Esta família é extremamente disfuncional e algo inconsequente, reunindo o melhor e o pior de cada um dos seus elementos. Astutos e movidos por um forte sentido de honra, acabam por colocar em cheque os verdadeiros valores da sociedade (...)” – como eu disse algures em cima, é muito mais do que um assalto. 

Fiquei muito contente quando vi que vai existir uma terceira temporada, já que a meu ver (e quem viu sabe do que falo) há questões que ficam no ar, há algumas perguntas que ficam sem respostas e há coisas que merecem ser aprofundadas. 
Acho que se souberem conseguem trazer-nos uma temporada tão incrível como as anteriores, no entanto, confesso que também tenho algum receio, visto que não quero que estraguem aquela maravilha – o que acontece(u), infelizmente, em algumas séries quando se acrescentam temporadas. Acho que mais uns episódios são essenciais, mas espero que não alonguem demasiado. De qualquer das formas estou confiante que não nos vão desiludir e aguardo ansiosamente.

La Casa de Papel é uma série genial em todos os seus aspetos. Venha de lá a terceira temporada para voltarmos a vibrar com o Bella Ciao.

About Mary

DESAFIO 1+3 || 13 Qualidades

9.6.18


Aqui está o segundo tema do Desafio 1+3: 13 qualidades. A verdade é que nem sempre olhamos para elas com olhos de ver e este exercício levou-me a refletir sobre mim mesma e sobre o caminho que tenho seguido e vou seguindo. Não foi fácil, pois apesar de reconhecer imediatamente algumas, há outras que me escapam à primeira vista. No entanto, reconhecermos-nos é importante e, desta forma, partilho com vocês aquelas que acredito serem treze das minhas qualidades.

1. Sou apaixonada pela vida, pela minhas pessoas, pelos meus patudos, pela Natureza. Amo viver, mesmo com todos os percalços e buracos que vão aparecendo. É incrível existir e saber que vamos deixar a nossa marca no mundo, ter oportunidades, como dar um abraço, poder beber uma somersby  numa esplanada num dia quente de Verão, conhecer sítios e pessoas. É uma sorte viver.

2. Sou empenhada, quando me meto em alguma coisa, meto-me a sério. Foco-me, imponho objetivos a mim própria e dou sempre o meu melhor. Posso ter mil e uma coisas para fazer, mas empenho-me ao máximo naquilo a que me proponho.

3. Sou positiva, mas isto não quer dizer que veja tudo cor-de-rosa. Ou seja, sou realista e tenho noção de que as coisas correm mal, que acontecem muitas coisas más e que acontecem injustiças, mas acredito que há sempre qualquer coisa boa a que nos possamos agarrar. Tento ver as coisas por outro prisma, nem sempre consigo, mas acho que é uma qualidade.

4. Gosto do meu sorriso, é uma das características que aprecio mais em mim. Não tenho medo de sorrir e ainda noutro dia me disseram que me estou sempre a rir e que é tão espontâneo, que dá vontade de rirem também. Noto isso nas fotos, tenho quase sempre os dentinhos à mostra e gosto disso.

5. Sou amiga, sei estar lá quando precisam de mim, seja para falar ou para ouvir, estou lá. Preocupo-me e cuido dos meus. Posso estar ocupada com tudo e mais alguma coisa, mas se eles precisam, eu estou lá, eu páro tudo o que estou a fazer e vou. A minha atenção nesses momentos é toda para os meus e acredito que dou sempre tudo o que posso. 

6. Sou grata, pelas pessoas que tenho, pelas coisas que tenho, pelas experiências que vou vivendo, pelas aprendizagens que vão surgindo. Sou grata por tudo e mais alguma coisa, dou valor aos momentos mais simples, aos detalhes, às coisas grandes e às coisas pequenas. Sou feliz e só tenho de agradecer por isso. A gratidão deve ser uma constante na nossa vida.

7. Sou divertida. Sou uma pessoa bem disposta e tenho um sentido de humor muito apurado. Faço os outros rir com facilidade e rio com facilidade também. Desde piadas (muito) secas a piadas mais elaboradas que advêm dos acontecimentos dos meus dias. É muito fácil rirem-se comigo e gosto disso, de saber que tenho uma onda que contagia as pessoas. 

8. Sei pedir desculpa. Se eu achar que estive mal, que não abordei bem a questão ou que disse algo que não devia, eu peço desculpa. Confesso que me custa, porque aliado a isto, tenho o meu orgulho, mas tenho vindo a corrigir este meu aspeto e sei pedir desculpa, porque faz falta, porque estamos a ser sinceros connosco e com os outros e isso só nos faz bem. As desculpas não resolvem tudo, mas são necessárias. 

9. Sou fiel aos meus princípios. Defendo sempre aquilo em que acredito, mantendo-me fiel a mim e à minha maneira de ver e viver a vida. 

10. Sou sonhadora, uma sonhadora com os pés bem assentes na terra. Sei que é necessário trabalhar, lutar e fazer pelas coisas e sei que nada nos cai do céu. Mas, permito-me sonhar, exatamente por isso, porque sonhar dá-nos objetivos que nunca devem ser dados como perdidos ou impossíveis. 

11. Sou sociável. Conheço muita gente e dou-me com imensa gente, o que não quer dizer que todos me conheçam e saibam tudo sobre mim. Mas, o meu bom humor, a facilidade que tenho em conversar e dar-me com as pessoas, acabam por me fazer uma pessoa bastante sociável. E consigo ter conversas deveras interessantes com uma pessoa que conheço há pouco tempo ou que acabei de conhecer porque temos um amigo em comum. 

12. Sou ambiciosa. Há quem veja a ambição apenas como um defeito, mas eu não. Desde que não se passe por cima de ninguém e não valha tudo para conseguirmos o que queremos, a ambição é saudável. Vejo-a ligada à determinação e eu considero-me uma pessoa determinada, que luta pelo que acredita e pelo que quer. Tenho objetivos e determino-me a atingi-los. 

13. Gosto de mim. Há uns meses fiz uma publicação de mim para mim onde falei precisamente deste ponto, podem ler aquiClaro que há dias em que gosto mais, dias em que gosto menos, depende da minha energia e da minha motivação, mas gosto de mim e tenho orgulho naquilo que sou para mim e para as outras pessoas. E esta é uma das minhas melhores qualidades.

 Publicação inserida no Desafio 1+3

About Mary

DESAFIO 1+3 || Uma Peça de Roupa

3.6.18


Sempre gostei de ir ao baú da minha mãe ver o que encontro por lá, pois acabo sempre por me surpreender e encontrar peças diferentes das habituais, peças da adolescência dela, que acho super bonitas e especiais. São roupas que contam outras histórias, histórias de anos e lugares diferentes. Além disso, adoro conjuntos mais vintage.

Há alguns anos atrás, quando ainda não se usavam tanto, encontrei umas Mom Jeans. Adorei o género, a cor e a história que contavam, mas não me serviam. A minha mãe vestia menos do que eu quando tinha a minha idade e, definitivamente, eu não cabia dentro delas. Não imaginam como fiquei triste e desiludida, eram tão bonitas e eu tinha ficado completamente encantada. Mas acabei por me esquecer, até que elas voltaram. 

Voltaram e vieram para ficar. Já tenho as minhas há alguns meses e não descanso enquanto não tiver mais umas quantas, pois acho este género de calças super confortável e prático, podendo combiná-las com tudo e mais alguma coisa. Podemos optar por um conjunto mais desportivo ou até por um conjunto mais formal, tudo depende do calçado e dos acessórios com que as combinámos. 
Na maior parte do tempo uso-as com sapatilhas, mas já as usei com botas e adorei o resultado. Com camisolas de lã e casacos mega quentinhos ou com t-shirts, camisolas de meia manga e casacos mais frescos. A realidade é que opções não nos faltam, esteja frio ou calor, tudo fica bem. 
Eu adoro Mom Jeans, sem dúvida que são uma das minhas peças de roupa de eleição. E vocês, gostam?

Publicação inserida no Desafio 1+3

PRIMEIRO TRABALHO E O NERVOSISMO

2.6.18

Comecei a trabalhar numa pastelaria a 15 min da minha casa. Foi exaustivo, aquilo estava sempre cheio e a minha patroa é a pessoa mais exigente e perfecionista que alguma vez conheci. Felizmente, a maioria dos clientes foram super simpáticos (porque um ou dois foram uns autênticos burros) e gostaram de mim. A miúda que está lá a trabalhar é super simpática e acessível, pena estar sempre a "lamber o rabo" da patroa. Parece-me que, tal como eu, é bastante despassarada. 
O meu maior problema é, eu também sou perfecionista, mas comigo mesma, se não faço as coisas em condições fico a pensar nisso o dia todo. Óbvio que eu nunca tinha trabalhado na área antes e tenho de aprender, mas detesto a cara que a minha patroa faz quando não faço as coisas bem. Só me dá náuseas e tira-me o apetite, andei o dia a vomitar.
Mais alguém fica assim? Ou é só no início?

A Mary gosta de...

5# A MARY GOSTA DE...

1.6.18


Crianças. Palavras para quê? Imaginar um mundo sem elas é imaginar um mundo triste e sem piada. 
Com todos os seus feitios, com todas as diferenças, a cantar, a rebolar na areia, de língua de fora, no meio da lama, a berrar, a chorar ou a rir, são a melhor coisa do mundo. 
Celebrem este dia com as crianças da vossa vida. E aproveitem, deixem sair a criança que todos temos dentro de nós. Feliz dia 💓

Retrospetivas da Mary

RETROSPETIVA || MAIO, 2018

31.5.18


Chegou o último dia do nosso Maio. E é feriado, aproveitem-no bem e aproveitem também por mim, já que vou passá-lo a estudar. 
Como vos disse em alguns dos posts anteriores, este mês é o caos. É frequências, é trabalhos, é isto, é aquilo, o que não falta são coisas para fazer, tornando o tempo um bocadinho escasso. A primeira semana foi bastante calma, mas as seguintes, um autêntico furacão.

Este mês fez-me sentir bastante cansada e desanimada, porque para além de todo o stress do fim do semestre, não faltaram coisas a atrapalhar a minha pobre mente. Há alturas em que parece que se junta tudo e as energias não sobram, infelizmente. O meu cansaço fez-se sentir e dormi pouco mais de cinco horas por noite, pois senti-me sempre nervosa\ansiosa com alguma coisa. 
No entanto, nem tudo é mau, aconteceram coisas boas, conversas, encontros maravilhosos, surpresas, abraços... E, embora a minha energia não estivesse lá no alto fiz por aproveitar esses momentos fantásticos que Maio me trouxe. 

Maio está mesmo a terminar, termino o mês cansada, mas orgulhosa, pois a pouco e pouco vou vencendo os obstáculos e cumprindo os objetivos a que me proponho de alma e coração. Termino o mês preocupada com algumas coisas, mas espero que o próximo mês me traga boas respostas.
Junho está desejoso para entrar, vamos lá ver as peripécias que este mês nos traz. Espero que Maio tenha sido docinho e que tenham um Junho fantástico! 

Mary e o desafio1mais3

DESAFIO 1+3

30.5.18


Nem sempre é fácil pensarmos em nós, refletir sobre o que nos move e sobre o que realmente tem influência na nossa vida. Ter amor próprio é essencial, mas é também, muitas vezes, um caminho longo e com muitas pedras a atrapalhar o nosso andamento. O tempo passa e esquecemos-nos de nos tentarmos reconhecer ou conhecer melhor. Esquecemos-nos de refletir sobre as coisas boas e as coisas menos boas, esquecemos-nos de pensar em nós e nos momentos que interferem com o nosso dia-a-dia, esquecemos-nos de agradecer e de nos amarmos. 

Desta forma, a Carolina criou um desafio que nos permitirá refletir sobre vários temas - uns mais simples, outros mais complexos -, com o objetivo de nos conhecermos melhor e de reservarmos um pouco do nosso tempo para nós, para falarmos dos nossos gostos, das nossas pessoas, das nossas aprendizagens, dos nossos percalços, das nossas vitórias, etc. Tudo é válido.
O Desafio 1+3 convida-nos a gerar "um movimento de amor próprio, de auto-conhecimento e de auto-valorização. Sem obrigações. Sem regras. Sem periodicidade fixa." O mais importante é sermos sempre sinceros connosco próprios.

Fui convidada a participar pela Joaninha e não hesitei, pois acho a ideia fantástica e acho que só nos faz bem parar um bocadinho e refletirmos sobre os nossos projetos, os nossos dias, a nossa vida e sobre a pessoa que somos ou queremos ser. Por isso, venho também convidar-vos a participar para, todos juntos, criarmos "uma corrente de positivismo e boas energias, mesmo quando estivermos a retratar temas menos alegres", como disse, e bem, a Carolina. Se cada um de nós inspirar pelo menos três pessoas já é meio caminho andado para aumentar essa corrente.
Para participarem basta enviarem-me um e-mail para shimbalaie@outlook.pt e receberão todas as informações relativas ao desafio. Então, estão prontos para embarcar connosco?