Regras existem, quer sejam impostas pela lei, pelos pais, pelos professores ou por nós mesmos. E sejamos sinceros, se não existissem, viveríamos num absoluto caos ‒ se com regras, às vezes, é difícil, imaginem um mundo sem elas ‒, tornando-se impossível viver em comunidade.
Considero-me um espírito muito livre e que segue muito as suas intuições e convicções, mas não sou uma rebelde, pelo que eu sigo regras. Porém, há umas que considero muito mais essenciais do que outras, pelo que vou quebrando algumas em determinadas alturas da minha vida.
E sabem que mais? Desde que não interfira com o nosso bem estar e o da sociedade, não tem mal fugirmos do que está previamente estipulado, até porque sabe bem desviarmo-nos um bocadinho daquele que "deveria" ser o caminho. Pois, da mesma forma que existem, também se podem ir quebrando, o importante é sabermos sempre qual é o nosso lugar e diferenciar o bem do mal, ou seja, usufruir de equilíbrio.
Quando vi que este seria o terceiro tema deste desafio, confesso que não achei muito muito fácil, pois, mais uma vez, foi preciso refletir e pensarmos naquilo que funciona, para nós, como uma verdadeira regra. Depois de pensar, concluí que até tenho um conjunto de regras ‒ perdoar os meus erros, ter momentos a sós comigo, pensar em mim ‒, todas elas impostas e adaptadas por mim em prol da minha felicidade e da das minhas pessoas.
Poderia falar-vos de qualquer uma delas, no entanto, há uma que sobressai e que, quase sempre, sigo fielmente, sendo que é essencial para o meu bem estar, permitindo-me viver tranquilamente e ir acrescentando na minha bagagem aprendizagens e memórias inesquecíveis. É ela, aproveitar o momento.
Poderia falar-vos de qualquer uma delas, no entanto, há uma que sobressai e que, quase sempre, sigo fielmente, sendo que é essencial para o meu bem estar, permitindo-me viver tranquilamente e ir acrescentando na minha bagagem aprendizagens e memórias inesquecíveis. É ela, aproveitar o momento.
E, para mim, aproveitar o momento é precisamente isso, aproveitar. É aproveitar as companhias, as conversas, a comida, a bebida, pondo de parte ‒ por algum tempo ‒ distrações ou coisas que me atrapalhem a mente e o coração. É sentir, é partilhar, é ouvir, é falar, é fazer dos momentos, especiais. Seja num jantar de família, seja num jantar de amigos, seja num café, seja numa festa ou na esplanada numa tarde de verão. É estar perto dos meus e desfrutar, verdadeiramente, do melhor que a vida nos dá. É viver no verdadeiro sentido da palavra. É sentir tudo de todas as maneiras, já dizia Álvaro de Campos.
Publicação inserida no Desafio 1+3



