About Mary

A RITA PERGUNTOU, A MARY RESPONDEU

4.7.18

Há uns dias, a Rita (The Choice) nomeou-me para a tag "Sunshine Blogger Award", no entanto, como eu já respondi à mesma cá pelo blogue, resolvi não voltar a repeti-la. São perguntinhas diferentes, mas acho que acabaria por ficar um bocadinho repetitivo. 
Mas, como a Rita é uma querida, quero agradecer-lhe por se ter lembrado de mim e, desta forma, vou responder às perguntas feitas por ela, pois é sempre bom partilhar mais um bocadinho com vocês. Vamos lá. 

Se pudesses fazer uma viagem neste momento, para onde irias?
Neste momento optaria por um interrail pela europa, com o meu namorado. Sei que é uma das coisas que ele mais quer fazer e, como eu, também quero viajar muito, seria o ideal. Para descontrairmos depois de todo este ano letivo. 

O que não te pode faltar no dia-a-dia?
Se for algo material, é o telemóvel. Confesso-me uma super dependente deste objeto. Não material, boa disposição, os meus dias têm de estar cheios dela. 

Se começasses do zero o teu blogue, o que mudarias?
Assim de repente, não sei. No entanto, provavelmente, iria fazer sempre algumas alterações, por mais pequeninas que fossem. Uma pessoa está sempre a evoluir e noto isso comparando publicações mais recentes com algumas feitas há uns meses. 

Qual o melhor livro que já leste na vida?
Diário do Anjo da Guarda, de Carolyn Jess-Cooke. Já li há uns bons anos, mas marcou-me muito pela lição tirada. Conta-nos a história de uma mulher a quem é dada a oportunidade de voltar a nascer e mudar algumas coisas na sua vida, no seu passado. 
Na altura, achei-o até forte e intenso, não sei se seria da idade também. Por acaso, quero muito relê-lo, para ver se sinto a mesma intensidade ou se tenho a mesma perspetiva. 

Se pudesses voltar atrás na tua vida, o que fazias diferente?
Esta é sempre uma boa pergunta, que já me foi feita por cá e para a qual não consigo ter uma resposta concreta. Há momentos que dão vontade de reviver de tão bons que foram, tal como, há erros que gostaria de não ter cometido e que, se voltasse atrás, poderiam até mudar algumas coisas. No entanto, acredito que as coisas têm um sentido e se aconteceram assim é porque tinham de acontecer. Sei que é uma resposta meia cliché, mas é verdade. E, como isso não é possível, fico sempre na dúvida. 

Gostavas de saber tocar um instrumento musical? Qual?
Sim. Piano. Adoro ouvir covers em piano, inspira-me e relaxa-me muito.

Qual a melhor recordação que guardas da tua infância? 
Os piqueniques em família, com os meus pais e a minha irmã. As brincadeiras com o meu avô. São das memórias que guardo com mais carinho. 

Se pudesses realizar um dos teus sonhos, qual seria?
Agora, agora, viajar para fora do país. 

Com quem querias estar agora?
Com o meu pai. 

Qual a música que te poderia definir?
Aii, acho que não há assim uma música que me defina, mas existem algumas com palavras e frases chave, com as quais me identifico muito. Por exemplo, Sunshine (Matisyahu); Shimbalaiê (Maria Gadú); etc.

Completa a frase: Se eu pudesse...
Se eu pudesse fazia tanta coisa: viajava sem destino; adotava um incalculável número de patudos; curava pessoas...



Retrospetivas da Mary

RETROSPETIVA || JUNHO, 2018

2.7.18

Senti que Junho passou a correr, tão depressa entrou como acabou. O que dizer deste mês? Foi feliz e bem tranquilo, apesar de ter tido muita coisa para estudar, lá dei conta do recado e vou a um só exame de recurso ‒ palmas para mim.

O mês do início de Verão deu-nos o ar da sua graça e presenteou-nos com uns dias bem quentinhos que me permitiram ir dar o primeiro mergulho do ano e apanhar algum sol. No entanto, foi sol de pouca dura, pois foi embora e deixou-nos a chuvinha ‒ que também faz falta, mas já começa a deixar-me cansada. 
O mês do Mundial, que me fez vibrar, vibrar, vibrar. Fiquei muito triste por ficarmos por ali, mas acontece. Se houve erros? Provavelmente. Se poderia ter sido diferente? Talvez. Nunca vamos saber. Continuo muito orgulhosa daqueles meninos e acredito que deram tudo o que podiam dar. Vá, também não podemos ganhar sempre 😂
Resumindo, Junho fez-me feliz, proporcionou-me momentos maravilhosos perto dos meus e energia não faltou.

Julho entrou, com má cara, pelo menos cá pelo Norte, mas tenho a certeza que ainda nos vai trazer muito solinho, muita energia e muitas aventuras. Por isso, estou muito confiante e muito positiva em relação a este mês.
Além disso, o Shimbalaiê faz um ano! É verdade, dia quinze, este cantinho estará de parabéns. Desta forma, eu e a Jane estamos a pensar fazer uma coisinha para assinalar esta data. Será algo muito simples e ainda esta semana partilharemos com vocês. O tempo passa tão rápido.

Para terminar, espero que tenham um ótimo mês de Julho e aguardem as novidades 💓

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DESAFIO 1+3 || Uma Regra

29.6.18


Regras existem, quer sejam impostas pela lei, pelos pais, pelos professores ou por nós mesmos. E sejamos sinceros, se não existissem, viveríamos num absoluto caos ‒ se com regras, às vezes, é difícil, imaginem um mundo sem elas ‒, tornando-se impossível viver em comunidade. 

Considero-me um espírito muito livre e que segue muito as suas intuições e convicções, mas não sou uma rebelde, pelo que eu sigo regras. Porém, há umas que considero muito mais essenciais do que outras, pelo que vou quebrando algumas em determinadas alturas da minha vida.
E sabem que mais? Desde que não interfira com o nosso bem estar e o da sociedade, não tem mal fugirmos do que está previamente estipulado, até porque sabe bem desviarmo-nos um bocadinho daquele que "deveria" ser o caminho. Pois, da mesma forma que existem, também se podem ir quebrando, o importante é sabermos sempre qual é o nosso lugar e diferenciar o bem do mal, ou seja, usufruir de equilíbrio. 

Quando vi que este seria o terceiro tema deste desafio, confesso que não achei muito muito fácil, pois, mais uma vez, foi preciso refletir e pensarmos naquilo que funciona, para nós, como uma verdadeira regra. Depois de pensar, concluí que até tenho um conjunto de regras ‒ perdoar os meus erros, ter momentos a sós comigo, pensar em mim ‒, todas elas impostas e adaptadas por mim em prol da minha felicidade e da das minhas pessoas.

Poderia falar-vos de qualquer uma delas, no entanto, há uma que sobressai e que, quase sempre, sigo fielmente, sendo que é essencial para o meu bem estar, permitindo-me viver tranquilamente e ir acrescentando na minha bagagem aprendizagens e memórias inesquecíveis. É ela, aproveitar o momento

E, para mim, aproveitar o momento é precisamente isso, aproveitar. É aproveitar as companhias, as conversas, a comida, a bebida, pondo de parte ‒ por algum tempo ‒ distrações ou coisas que me atrapalhem a mente e o coração. É sentir, é partilhar, é ouvir, é falar, é fazer dos momentos, especiais. Seja num jantar de família, seja num jantar de amigos, seja num café, seja numa festa ou na esplanada numa tarde de verão. É estar perto dos meus e desfrutar, verdadeiramente, do melhor que a vida nos dá. É viver no verdadeiro sentido da palavra. É sentir tudo de todas as maneiras, já dizia Álvaro de Campos.

Publicação inserida no Desafio 1+3

N'os ouvidos da Mary

3# N'OS OUVIDOS DA MARY || BOA SEMANA

25.6.18


Olá meus amores, fiquem com esta música bem levezinha, mas cheia de sentimento e tão bonita. Entrem com as energias bem lá no alto para mais uma semana e para quem, como eu, ainda tem exames, desejo muita muita sorte. A gente consegue tudo. Boa segunda-feira 💓

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MARY NA BLOGOSFERA || QUE TIPO DE VIAJANTE SOU EU?

23.6.18


Há algum tempo participei na rubrica "Que tipo de viajante és tu, blogger?", desenvolvida pela Cátia do blogue Meraki. Quando vi esta ideia e, sendo sobre um tema que me interessa, aproveitei e mandei-lhe logo mail para participar. Em que consiste? É algo muito simples e engraçado. É um quizz com 10 perguntas sobre viagens em que, com base nas nossas respostas, a Cátia diz-nos que tipo de viajante somos. 
Ela diz que eu sou uma viajante descomprometida e eu concordo. Passem por lá para ver as minhas respostas (aqui) e aproveitem para participarem e descobrirem que tipo de viajantes são também. 
Eu adorei participar. E se ainda não conhecem o blogue da Cátia, eu cá acho que está na hora de fazerem uma visitinha e passarem a conhecer. 

A Mary gosta de...

6# A MARY GOSTA DE...

22.6.18


Gatos. Gosto de animais desde sempre e sou uma eterna apaixonada pelo mundo felino. Os gatos, tal como os humanos, têm todos personalidades diferentes e maneiras distintas de reagir perante carícias e atenção. No entanto, são na sua generalidade, criaturas muito independentes e fazem realmente aquilo que lhes dá na gana. Por exemplo, ao contrário dos cães que, normalmente, estão sempre prontos para receber um carinho, os gatos não, quando querem eles pedem.

Neste momento tenho três meninas, bastante diferentes entre si. Tenho uma que quando está ocupada - normalmente a lamber o pêlo - não gosta que vão ter com ela, se lhe der um mimo, o mais provável é ela olhar para mim com indiferença, levantar-se e ir para outro lugar. Tenho outra que pede mimo, mas depois brinca ao esconde esconde e não me deixa tocar-lhe, basicamente goza comigo. E a outra anda sempre atrás de nós para todo o lado, adora mimo, mas se a pegar ao colo está o caldo entornado, detesta estar nos colos.
Apesar de todas as diferenças e de conseguirem ser uns autênticos diabinhos, são os maiores amorzinhos. Eu derreto-me e adoro vê-las a rebolar pelo jardim, a fazer as suas trapalhadas e a brincar umas com as outras - quem tem gatos sabe do que falo, pois eles fazem as caretas e têm os comportamentos mais estranhos. O normal é chorarmos de tanto rir.

Os gatos são uns brincalhões e têm feitios um bocadinho "marados", mas depois de aprendermos a lidar com eles e depois de ganharmos a sua confiança (o que por vezes é difícil) é quase impossível não nos encantarmos por estas criaturas tão fofinhas. E vocês têm gatinhos? O que acham deles? 

Um pouquinho de Jane

O impacto do Cancro na minha vida

20.6.18

Só comecei a ouvir a palavra Cancro com mais regularidade no meu 10º ano com 15/16 anos. Já aqui expliquei antes que uma das minhas primas teve Leucemia (podem ler aqui) e foi muito duro, mas uma batalha muito bonita, pois numa criança não se vê tanto a dor.
Com o meu pai foi um cancro que, felizmente, se retirou com cirurgia apesar de o ter abatido imenso. Já a minha mãe foi a batalha mais dolorosa da minha vida. 
E hoje perguntei-me, como é que o cancro te mudou?
Bem, o impacto desta doença na minha vida foi tremendo. Tornou-me uma pessoa mais agressiva, mais na defensiva, fiquei mais atenta ao pormenor. 
Em termos familiares o cancro ensinou-me que quem menos pensava foi quem mais ajudou. Quem menos tem é quem mais dá. Quem mais achavas que estaria do teu lado é quem mais rapidamente foge. No funeral da minha mãe não pude perceber muito, mas pelo que me contaram foi um funeral gigantesco, cheio de gente, onde quem mais calado estava era quem mais estava a sofrer. Claro que havia gente a chorar, como o meu pai, as minhas tias mais próximas, mas havia muita gente com quem a minha mãe nem falava que estava a montar um teatro.
Ainda recentemente uma prima minha me disse "Acredito que as pessoas não saibam o que estás a sofrer" eu sei, uma frase banal, mas tocou-me porque pensam que eu não sofro, porque aprendi a chorar sozinha. Aprendi a guardar a minha dor, a minha mãe dizia-me que: 1- não se chora por nenhum homem e 2- uma mulher nunca se mostra fraca na rua, sempre firme e se quiser chorar, chore com quem mais a ama.
Em relação aos meus amigos, houve amizades que se tornaram mais fracas na sua maioria porque não sabem lidar comigo. Talvez por minha culpa, mas só agora me apercebi que a maioria das pessoas é tão egoísta que deve usar a palavra "eu" mais do que 10 vezes ao dia. Não conseguem ouvir, só falar e não conseguem perceber que a vida é mais do que "eu", é tanto tentar ouvir, tentar rir, tentar falar sobre o que nos rodeia e não só sobre nós mesmos.
Percebi que faço mais falta nesta vida do que pensava, porque de facto tinha três pessoas a depender de mim, e agora duas.
Percebi que podemos amar tanto alguém que temos a fé de nunca perder essa pessoa e por muito que os médicos nos queiram avisar nunca acreditamos. Há sempre fé, fé que eu recuperei e é o que me mantém viva.
Percebi que não podemos ser tudo o que os outros esperam de nós, não há como. 
Percebi que não existe felicidade, mas sim momentos felizes. Percebi o que é saudade a sério, e o que é responsabilidade.
O Cancro mudou-me e provavelmente também me vai afetar a mim diretamente, mas sabem? Não tenho medo porque a minha mãe lutou e merecia viver. O que tiver de ser, será.